sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Operação "Laços de Sangue 2" prende quatro pessoas acusadas de homicídios no Sertão


Uma operação policial prendeu na madrugada desta sexta-feira (25), no Sertão, quatro pessoas suspeitas de envolvimento em homicídios. A operação "Laços de sangue 2” foi realizada por 40 policiais civis e militares de Patos e Catolé do Rocha, com objetivo de reprimir três organizações responsáveis por assassinatos na região.

Em Catolé do Rocha foram presos Humberto Suassuna, Chateaubriand Suassuna, Maria Lemos da Silva e Evandro Oliveira. De acordo com o delegado regional André Luis Rabelo, eles são acusados de participação nas mortes de Raimunda Keila Batista de Mesquita, Raimundo Batista Mesquita e Francisco Alvibar de Mesquita. Os crimes foram registrados este ano, em Catolé.

Com Humberto Suassuna, a polícia encontrou uma pistola 380. Os presos foram encaminhados para a 8ª Delegacia Regional do município e serão transferidos para presídios da região.

Briga entre famílias – Segundo a polícia, as brigas entre integrantes das famílias Oliveira, Veras e Suassuna teriam resultado em cerca de 64 assassinatos ao longo de mais de 20 anos. Só em 2011, em Catolé do Rocha, Patos e região foram registradas sete execuções. Na primeira operação "Laços de sangue” 15 pessoas foram presas e autuadas por homicídios, formação de quadrilha, posse ilegal de arma, entre outros crimes.

Para o delegado regional de Catolé do RochaAndré Rabelo, a expectativa é que essa operação ponha um fim a uma guerra entre as famílias. "Esperamos reduzir significativamente os índices de crimes na região, acabando com esse ciclo de violência que perdura há décadas em Catolé do Rocha e região”, concluiu.

O delegado geral da Polícia Civil, Severiano Pedro do Nascimento, destacou a importância da operação, conseqüência de um trabalho considerado inédito na Paraíba. "Este trabalho dá continuidade à maior operação de combate ao crime organizado no sertão. Sem dúvida irá trazer grandes reflexos na região, reduzindo os índices de violência no Estado”, ressaltou.

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