quinta-feira, 1 de novembro de 2012

"Operação Família Metralha" prende grupo que realizava extorsão de dentro das cadeias da Paraíba

Nas primeiras horas desta quinta-feira,01 de novembro, policiais Civis da 7ª DRPC coordenados pelo Delegado Regional João Joaldo e com as participações dos Delegados Durval Barros de Barra de Santa Rosa, Dr . Décio, responsável por Cuité, Dr. Lamartine Lacerda, responsável por Remígio e Dra Dianni Regina responsável por Picuí, após levantamentos realizados sobre os alvos pelas equipes de Agentes de Investigações coordenadas pelos Comissários de Polícia cumpriram os Mandados de Busca e Apreensão além de Mandados de Prisão Preventiva nas cidades de Cuité e Campina Grande com o apoio de policiais do 9º BPM e do 10º BPM, expedidos pela comarca de Cuité/PB.



Os mandados é referente ao caso de extorsão sendo praticados por presos da Cadeia de Guarabira e utilizando contas bancarias de parentes livres.


Veja na íntegra matéria publicada pelo Portal Correio da Operação Família Metralha.

A Polícia Civil da Paraíba desarticulou, na manhã desta quinta-feira (1º), uma quadrilha que aplicava golpes pelo celular, em várias cidades do Estado, com apoio de presos que cumprem penas no presídio regional da cidade de Guarabira (localizada na região do Brejo, a 98 km de João Pessoa). A operação foi denominada ‘Família Metralha’. Pelo menos oito apenados ajudavam nos golpes.


Entre as vítimas da quadrilha estão um vereador de Guarabira e um comerciante de Cuité (na região do Curimataú).
De acordo com Delegado Regional da Polícia Civil de Guarabira, Dr. Leonardo Soares, foram necessários nove meses de investigações para confirmar os golpes. “Os presidiários ligaram para as vítimas e simulavam o sequestro de familiares", confirmou o delegado. Com isso, as vítimas eram chantageadas a entregar dinheiro à quadrilha.

Em outros telefonemas, através de mensagens, repassavam informações falsas de que as pessoas tinham sido sorteadas e teriam direito a receber prêmios em dinheiro.
O Delegado João Joaldo, Delegado Regional da Polícia Civil em Picuí, informou que a quadrilha contava com apoio de três mulheres e um homem que faziam um levantamento completo com os dados das pessoas que seriam vítimas dos presidiários.
Os detentos recebiam apoio desse quarteto. Eles faziam o levantamento e repassavam os dados para os presidiários com riqueza de detalhes. Os presos sabiam de dados pessoais, como o nome das escolas onde os filhos estudavam e etc”, contou o Delegado Joaldo. Uma mulher foi presa em Campina Grande. Outras duas e o homem foram presos na cidade de Cuité (também na região do Curimataú paraibano).
João Joaldo revelou que o grupo extorquiu um vereador da cidade de Cuité e um comerciante – que já foi sequestrado no início do ano. “Não sabemos precisar quanto a quadrilha faturou”, disse.
“A gente começou investigando um apenado. Quando foi realizada uma operação pente fino no presídio de Guarabira, constatamos que outros sete participavam dos crimes. Conseguimos apreender dentro da cela do grupo, três celulares e espetos artesanais”, revelou o Delegado Leonardo Soares.

Ele informou que outras investigações estão em curso e mais integrantes da ‘Família Metralha’ podem ser presos.

Os detidos nessa operação cumprirão os mandados de prisão preventiva tanto na cadeia de Cuité quanto as mulheres no presídio Regional de Campina Grande, Serrotão.

As investigações foram comandadas pelas polícias civis de Picuí e Guarabira e contou com o apoio dos 9º e 10º Batalhões de Polícia Militar.





De acordo com a delegada Emília Ferraz, delegada da Polícia Civil de Guarabira, foram encontrados dentro da cela 8 do presídio, 7 facas, 6 lâminas de aço, 4 aparelhos celulares que estavam sendo usados na prática do crime de extorção, 2 carregadores de celular, 1 espeto de ferro e aproximadamente 25 gramas de maconha.

Todo o material apreendido foi mandado para o IPC (Instituto de Policia Científica) de João Pessoa, para passar por uma perícia.

Ainda segundo a delegada Emília Ferraz, o procedimento instaurado na cidade de Picuí, vai atrelar a função e a participação dos detentos que estavam à frente do crime de extorção. Com relação aos crimes praticados dentro do Presídio João Bosco Carneiro, de Guarabira, os procedimentos estão sendo adotados e os detentos estão sendo autuados por posse de entorpecente e pela pratica do crime tipificado no artigo 349 a do Código Penal Brasileiro, que é  Ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional.



Os detentos da cela 8 que foram autuados são:

Júlio Cezar jacinto da Silva (vulgo Cézar ou Sérgio)
Matias Gomes do Nascimento Neto (vulgo Léo), 27 anos de idade
Franciel Clementino Tomaz (vulgo França), 23 anos
José Carlos Ferreira (vulgo Catlinhos ou Santinho, da cidade de Caiçara, 25 anos
Antonio Audo Pereira Dias dos Santos (vulgo Gordinho), 27 anos
Eduardo Farias de Oliveira Filho (vulgo Tinha), 27 anos e
José Rodrigo dos Santos (vulgo Guarú ou Guaruzinho), 26 anos de idade, que adimitiu que a grande maioria do material encontrado na cela, pertencia a ele.
De acordo com as informações, a polícia teria conseguido chegar aos acusados, através de escutas de ligações telefônicas, feitas de dentro da penitênciária.

Por Jean Ganso com Portalmidia

fonte: Portal Correio via Hyldo Pereira