segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Suspensa demolição de 20 igrejas evangélicas em Campina Grande/PB que haviam sido construídos de forma irregular



A ação judicial que determinava a demolição de 20 prédios onde funcionam templos evangélicos foi arquivada pela Procuradoria da Prefeitura de Campina Grande (PMCG). A decisão em preservar as edificações foi tomada pelo prefeito Romero Rodrigues, que autorizou a suspensão da ação movida contra as igrejas pela gestão anterior do município, que detectou que os prédios desrespeitavam recuos, tamanho de calçadas ou foram construídos em áreas inapropriadas.

O procurador geral do município, José Fernandes Mariz, explicou que foi possível encontrar uma saída para que não fosse confirmada a destruição desses templos. Segundo ele, foi estabelecido que, a partir da semana que vem, os representantes dessas igrejas localizadas nos bairros periféricos de Campina Grande procurem a Procuradoria para tratar da regularização documental dos prédios.
A PMCG moveu, na gestão passada, ações contra a Igreja Metodista das Malvinas e Associação da Igreja Metodista. Foram também alvos de processo na Justiça, com pedido de demolição dos tempos, a Igreja Evangélica Quadrangular; a Igreja Doutrina Primitiva; a Pentecostal Vivendo com Cristo e, ainda, a Igreja da Benção.
“Nós entendemos que os templos religiosos têm uma função social importante, principalmente onde o poder público não pode chegar. Por isso o prefeito Romero Rodrigues entendeu que não seria justo autorizar a demolição desses prédios, o que foi solicitado pela gestão anterior. Agora, vamos tratar das regularizações, já que as infrações que foram cometidas são de desrespeito a recuo, invasão em área pública e calçadas”, disse o procurador.
PASTOR
Para o representante na Paraíba da Ordem dos Ministros Evangélicos no Brasil e no Exterior (Omebe), pastor Clélio Cabral, esta foi uma decisão acertada por parte da prefeitura de Campina Grande, que está buscando de forma negociável sanar todas as pendências que existem em algumas igrejas na cidade.

Segundo ele, estes prédios representam um número pequeno em comparação à quantidade de igrejas evangélicas que existem no município, e que todas irão procurar se adequar às exigências da Procuradoria.


Só não ficou claro se haverá fiscalização contra a poluição sonora devido as caixas amplificadoras utilizadas por alguns dos templos após as 22:00hs perturbando a vizinhança, e de outros cidadãos que invadem terrenos para construir suas moradias e são despejados com uso de força bruta sem haver questionamentos.
 

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