quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Mulheres presas por PMs que caíram de viatura em Campina Grande não eram adolescentes; Familiares apresentaram documentos falsos.

Polícia Civil autua duas jovens que se passaram por menores de idade e mais dois adultos que tentaram enganar os policiais
A Polícia Civil descobriu que duas jovens detidas nesta quarta-feira (30) acusadas de cometer furtos em estabelecimentos comerciais no Centro de Campina Grande são maiores de idade, ao contrário do que elas haviam informado no momento em que foram abordadas.
Num primeiro momento, elas se identificaram com nomes de iniciais I.T.S.A. e S.R.S. Na Delegacia de Infância e Juventude da 10ª DSPC, uma mulher identificada como Rildete Tomaz da Silva se apresentou como mãe de uma das jovens e mostrou um registro de nascimento que comprovaria a menor idade da primeira acusada.

Minutos depois, um homem identificado por Paulo Ricardo dos Santos Oliveira também foi à Central de Polícia, com outro registro de nascimento, para confirmar que a segunda suspeita também teria menos de 18 anos.
No entanto, enquanto as pessoas envolvidas no episódio eram ouvidas na delegacia, policiais civis colhiam informações sobre as meninas detidas, no bairro onde moram, e descobriram que, na verdade, elas se chamam Poliana Santos de Oliveira e Natália dos Santos Souza. “E mais: elas são maiores de idade, sim”, afirmou o delegado seccional Iasley Almeida.
A polícia descobriu ainda que Paulo Ricardo é irmão de Poliana e convive maritalmente com Natália. Os nomes apresentados anteriormente realmente são de duas adolescentes, mas não das mulheres que foram detidas. Novamente interrogados, eles acabaram confessando que haviam conseguido documentos falsos para tentar livrar as duas acusadas da prisão.
Os quatro envolvidos na tentativa de enganar a polícia foram autuados com base nos artigos 288 (Associarem-se três ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes) e 307 (Atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem) do Código Penal. Natália e Poliana seguiram para o presídio feminino, pelo agravante de terem praticado o furto.
Na avaliação da delegada Nercília Dantas, o caso serve de exemplo para mostrar que, por mais simples que possa parecer o delito, a Polícia Civil vai apurar o fato. “Pode ser hoje, amanhã ou depois, mas nós vamos cair em campo, porque a Polícia Civil não esquece o crime. O caso de hoje deixa isso bem claro”, comentou a delegada.
www.setimaregional.com.br com informações da central de Polícia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ao enviar sua denúncia especifique a sua cidade e Estado e conte detalhes do crime, caso contrário não podemos ajudar.

As denúncias não são publicadas, só os comentários sem denúncias.