sábado, 11 de janeiro de 2014

Consumo de Energéticos afeta desempenho normal do Coração podendo levar até a morte.


Apesar do número de pacientes atendidos nas emergências de hospitais devido ao consumo de bebidas energéticas ter dobrado entre 2007 e 2011, pouco se sabia sobre como exatamente as bebidas à base de cafeína afetavam o coração. No entanto, um estudo da Universidade de Bonn, na Alemanha, concluiu que os energéticos influenciam o funcionamento do órgão.  As informações são do site Mashable.
Segundo a pesquisa, os adultos saudáveis que consomem a bebida, que também é rica em aminoácidos taurina, tiveram as contrações do coração aumentadas uma hora após terem ingerido o produto. "Nós não sabemos exatamente como e se estas características são encontradas somente nos impactos das atividades diárias ou também durante o desempenho atlético", explicou o radiologista Jonas Dörner, responsável pelo estudo. 
Os pesquisadores fizeram uma ressonância magnética cardíaca em 18 adultos saudáveis, antes e depois de consumirem as bebidas energéticas contendo 400 mg/100ml de taurina e 32 mg/100ml de cafeína. Os exames revelaram maior pico de tensão no ventrículo esquerdo do coração, local onde o sangue oxigenado flui dos pulmões e é bombeado para a aorta. Eles disseram que não houve variações na pressão arterial ou frequência cardíaca.
"Mostramos que o consumo destas bebidas causa impacto de curto prazo na contração muscular cardíaca", afirma Dörner. Segundo o especialista, é preciso estudos mais aprofundados para determinar os efeitos a longo prazo e ainda sobre as ocorrências individuais de doenças cardíacas relacionadas à bebida.
Ele prossegue: Há muitos efeitos secundários conhecidos associados com uma alta ingestão de cafeína, incluindo palpitações, aumento na pressão arterial e, em casos mais graves, convulsões e morte súbita.
Ele manifestou que o estudo mostra que deve-se aumentar as preocupações sobre quais as adversidades e os efeitos colaterais que os energéticos trazem para o coração, especialmente em adolescentes e adultos jovens. Para o especialista, o resultado deveria ser um alerta para que haja controle na venda das bebidas, que hoje tem pouca ou quase nenhuma regulamentação. A pesquisa ainda está em andamento, mas os cientistas aconselham que pessoas com quadro de arritmia cardíaca evitem o consumo destas bebidas.

www.setimaregional.com.br com Jornal Ciência

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