quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Suspeito de provocar tiroteio em Copacabana, no Rio, segue internado

O homem suspeito de provocar um tiroteio na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana, pouco antes do réveillon do Rio, na noite de terça-feira (31), permanece internado no Hospital Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul do Rio, para onde foi levado, segundo informações da Secretaria municipal de Saúde. Adilson Rufino da Silva, de 34 anos, sofreu várias lesões, foi operado e seu estado era estável no começo desta tarde.
A troca de tiros começou depois que Adilson, que discutia com a mulher, retirou a arma de um policial militar. Outros policiais reagiram. A informação de que um policial teve a arma tomada antes do início do tiroteio foi confirmada pela própria mulher do suspeito, na 12ª DP  (Copacabana), para onde ela foi levada.
Segundo nota da Polícia Militar, 12 pessoas foram atendidas nos seguintes hospitais: Copa D`or, Hospital Miguel Couto, Hospital Souza Aguiar, Hospital Lourenço Jorge e UPA de Copacabana.
Entre os feridos estão o comandante do 19º BPM (Copacabana) tenente-coronel Ronal Langres Santana, um sargento de folga lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP) e um guarda municipal. Os policiais feridos foram transferidos em seguida para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM). O  comandante do 19º BPM foi medicado e liberado, enquanto o sargento segue internado, seu estado é estável.
De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, além de Adilson, outras quatro pessoas feridas foram levadas para o Hospital Miguel Couto. Maria Clara Freitas sofreu fraturas, foi operada e vai ser transferida para um hospital particular. Outras três vítimas foram medicadas e liberadas em seguida. São elas:  Renato Resse, que levou um tiro no ombro, e Luci da Silva e Carolina Sales, que foram atingidas por estilhaços.
Rosilene de Azevedo, 37 anos, a mulher de Adilson, disse na delegacia que estava sendo enforcada pelo marido quando os policiais o abordaram para apartar a briga.
"Foi ciúmes do meu marido. Ele estava me enforcando e pedi socorro para a polícia. Eles chegaram batendo nele e não precisavam ter feito isso. Acabou tomando a arma de um dos policiais", contou Rosilene, que, além do marido, estava acompanhada por duas crianças no momento do tiroteio.
O tiroteio aconteceu na altura da Rua República do Peru. O chão ficou sujo de sangue e foi isolado pela PM.
Às 3h30 desta quarta-feira (1), a mãe de uma das vitimas atingidas no tiroteio, Luciana Resse aguardava o filho, Renato, de 15 anos, no Hospital Miguel Couto. Ela confirmou que os disparos aconteceram após uma briga de casal, e que um homem se atracou com um PM e acabou sacando uma arma.
"Ele saiu atirando pra todo lado", disse Luciana.
Em nota, a Polícia Civil informou que a 12ª DP (Copacabana) investiga as circunstâncias da troca de tiros. Adilson Rufino está internado sob custódia. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de violência contra a mulher (Lei Maria da Penha) e por tentativa de homicídio. Os oito PMs envolvidos na ação já foram ouvidos e todas as armas apreendidas e encaminhados à perícia. A polícia aguarda a recuperação das vítimas para serem ouvidas e solicitou imagens de câmeras de segurança instaladas na região.
 Rufino Adilson da Silva, 34, foi baleado após uam briga em Copacabana, na Zona Sul do Rio (Foto: Fernando Siqueira/AFP)

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