sábado, 8 de fevereiro de 2014

Globo tenta condenar a polícia no incidente no RJ e acusado de atirar explosivo em cinegrafista se apresenta.

Sensacionalismo ou uma tentativa de condenar a polícia pelo acidente sofrido por um cinegrafista que filmava o protesto.

A emissora Globo, mostrou em seu programa Jornal Nacional, edição de 07 de fevereiro, entrevistas a especialistas em explosivos e fogos de artificio, peritos afim de encontrar alguma brecha para condenar a polícia pela explosão ocorrida no cinegrafista, deixaram de lado o enfoque no suposto causador do incidente, não utilizou de suas técnicas de investigação para descobrir quem foi.
Mas pediram a polícia mesmo após os peritos dizerem que foi fogos de artifício que a polícia Militar demonstrasse como funciona seus explosivos de contenção de tumultos, as chamadas armas não letais. 
Ainda a polícia teve que dizer que estava longe do local da explosão.
E o culpado o que foi que fizeram com ele? Esqueceram de procurar ou condená-lo?
Ainda mais grave foi que invés de outros jornalistas ajudarem o colega, simplesmente caíram em cima com suas máquinas para conseguir o melhor flagrante dos ferimentos do rapaz. E quem ajudou foi outros manifestantes que estavam no local.
Agora fica a pergunta.

A briga é de manifestante contra o governo ou a mídia contra a polícia?


Um homem suspeito de portar o explosivo que feriu com gravidade o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, no protesto contra o aumento de tarifas no Rio de Janeiro na quinta-feira, se apresentou à polícia na madrugada deste sábado. Segundo declarações do delegado Maurício Luciano, da 17ª DP, à Globo News, o homem foi identificado por uma imagem gravada pela equipe da TV Brasil no dia do protesto.
"A TV divulgou imagens desse crime e pudemos ver que existiam duas pessoas atuando em conjunto: um deles é o suspeito foi visto de calça Jeans e o outro elemento só foi flagrado pela equipe da TV Brasil, que é o suspeito que tem uma tatuagem e aparece de bermuda preta. Esse indivíduo resolveu se apresentar para dizer que não tinha nenhum envolvimento com o crime”, disse o delegado.
As imagens mostram o homem de bermuda preta entregando o explosivo para o segundo suspeito, que o acendeu segundos antes do incidente que terminou vitimando o cinegrafista. “No nosso entendimento, os dois são culpados pelo crime e vão responder pelo porte de explosivo e tentativa de homicídio. O depoimento dele, dizendo que não teve participação, não nos convenceu”, afirmou.
“Ele disse que não conhecia o segundo elemento e que não sabia que o explosivo iria deflagrar. Ele disse ainda que encontrou o explosivo no chão e ficou portando ele durante toda a manifestação e que o segundo homem é que teria colocado o artefato no chão, próximo ao Santiago, e acendido o pavio”, completou o policial.
Vídeo mostra socorro a cinegrafista da rede Bandeirantes ferido em protesto
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Vídeo mostra socorro a cinegrafista da rede Bandeirantes ferido em protesto
Segundo a polícia, o artefato utilizado pela dupla é muito comum nas manifestações, tanto que o esquadrão antibombas já apreendeu várias bombas semelhantes em outros protestos. “O problema é que esse artefato, com grande poder explosivo, é vendido livremente como fogo de artificio. É preciso rever a legislação, para que esse artefato não chegue às mãos dos criminosos", comentou o delegado.
A polícia informou que o próximo passo da investigação será analisar outras imagens para tentar identificar o segundo suspeito. O delegado disse que analisa o depoimento do jovem com cuidado.
"Ele nega que conheça esse segundo elemento, mas o eu não acho  coincidência que ambos estejam vestindo camisa cinza. O que leva a crer é que fazem parte de algum grupo, que fazem parte do Black Bloc, mas que usam vestimenta diferente para afastar as suspeitas", disse.
O suspeito se apresentou acompanhado por um advogado e, após o depoimento, foi liberado pela polícia. Segundo o delegado, as “providências necessárias” serão tomadas.


Franklin Basilio

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