segunda-feira, 24 de março de 2014

João Pessoa é destaque no Fantástico devido ao alto índice de criminalidade segundo ONG


Como havíamos noticiados entre os primeiros blogs de que a Paraíba fazia parte de um dos Estados mais perigosos do mundo segundo relatório da ONG Mexicana Segurança,Justiça e Paz.

Durante a reportagem o Fantástico flagrou um flanelinha vendendo drogas na porta da Delegacia em João Pessoa e ao final do dia um delegado chamando-o para dentro do estabelecimento e em seguida o flanelinha sendo liberado.

Após denuncia da reportagem foi montado uma operação na qual foi apreendida grande quantidade de drogas e os traficantes.


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Neste domingo (23), os nossos repórteres viajaram pelas três cidades brasileiras que estão entre as dez mais violentas do planeta. Uma delas, vai receber jogos da Copa do mundo.
Nestes locais se mata por qualquer motivo: paixão, discussão, tráfico. “A morte é sempre entre 15, 21, 22 anos. Não passa disso”, destaca um policial.
Uma pessoa assassinada a cada duas horas. O crime é bem perto das autoridades. O que impressiona é que a venda de drogas funciona bem em frente à delegacia.
Durante um mês, o Fantástico percorreu as cidades brasileiras que aparecem no ranking das dez mais violentas do planeta entre as que não estão em guerra: Maceió, Fortaleza e João Pessoa. O levantamento foi feito por um respeitado grupo de estudos mexicano.
Maceió é a quinta cidade mais violenta do mundo, e primeira do Brasil, segundo o estudo mexicano. Em 2013, foram 79 homicídios para cada 100 mil habitantes. Acima de 10 homicídios por 100 mil habitantes, a Organização Mundial de Saúde, considera uma epidemia de violência.
De acordo com números do próprio governo estadual, a maioria das vítimas 
Durante os nove dias que passamos em Maceió, foram 19 assassinatos. Em todos, os criminosos nem se preocuparam em esconder o rosto.
Segundo a polícia, geralmente, os assassinos mandam informantes para o local do crime. Eles querem saber se algum morador está colaborando ou não com as investigações. Por isso, a lei do silêncio. Ninguém fala nada, ninguém ajuda.

Uma das 12 cidades-sede da Copa e palco do segundo jogo do Brasil na competição, Fortaleza é a sétima cidade mais violenta do mundo e a segunda do Brasil, de acordo com o levantamento. São 72 assassinatos por 100 mil habitantes.
Como em Maceió, os jovens são as principais vítimas. Carlos Henrique foi morto com dois tiros. Segundo a polícia, por dívida com o tráfico. O assassino não foi preso e conta com a estatística oficial a seu favor. Hoje, o estado do Ceará tem 58 mil foragidos, 11 mil deles acusados por homicídio. O Fantástico teve acesso a mandados de prisão que deveriam ter sido cumpridos em 1995, 1994 e até em 1991, ou seja 23 anos engavetado.
“O criminoso, no Ceará, para ser preso, tem que ser muito azarado. A Polícia Civil não tem efetivo pra investigar nenhum crime”, destaca o presidente do sindicato de Policiais Civis do Ceará, Gustavo Simplício Moreira.
Só no carnaval de 2014, 25 pessoas foram assassinadas em Fortaleza. E nesta semana, novos homicídios assustaram os moradores. Entre eles, o de um universitário 
O Fantástico foi até João Pessoa, a nona cidade mais violenta do mundo, e terceira do país, segundo o estudo.
O que impressiona na cidade é que a venda de drogas funciona bem em frente à delegacia. Os compradores chegam a pé, de carro, até se atrapalham e disfarçam mal, mas ninguém para a ação dos criminosos. O nosso produtor se aproxima do grupo, fingindo estar interessado na droga. O traficante não se preocupa com a polícia.
No fim do dia, o delegado titular da delegacia do turismo, Francisco Azevedo, chama dois rapazes, um deles é o homem flagrado pela nossa equipe vendendo drogas.
Eles entram, ficam três minutos, e, logo em seguida, deixam o prédio para voltar à rotina. Hoje, o delegado disse para a repórter Meiry Alves que suspeitava do tráfico na região e chamou os dois em busca de informações.
Delegado: Todas as pessoas que são chamadas na delegacia são chamadas para dar esclarecimentos

Fantástico: O senhor sabia que eles vendiam droga?
Delegado: Até aquele momento não.

Depois que a secretaria foi informada dos flagrantes, os traficantes que agiam na frente da delegacia foram presos.
João Pessoa tem uma taxa de homicídios considerada epidêmica pela Organização Mundial da Saúde. São 66 para cada 100 mil habitantes
“É um trabalho que a gente tem focado muito, principalmente nos crimes contra a vida, mas demonstrando que o caminho é certo e já há uma boa redução, mas a gente reconhece que ainda falta fazer”, disse secretário de Segurança da Paraíba, Cláudio Coelho Lima.
Para o Ministério Público, muitas mortes estão relacionadas ao tráfico de drogas. Mas uma investigação da Polícia Federal também apontou a existência de milícias e grupos de extermínio, formados por policiais.
O Fantástico teve acesso aos detalhes do inquérito. Segundo o documento, uma das gravações mostra o major da PM, Gutemberg Nascimento de Lima, negociando uma espingarda.


O major foi indiciado pela Polícia Federal por comércio ilegal de armas, formação de milícia e lavagem de dinheiro. Por telefone, ele disse ao Fantástico que é inocente e vítima de perseguição política. Além do major, sete policiais civis e dez militares devem ser julgados por diversos crimes.


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