quinta-feira, 19 de junho de 2014

Polícia acha R$ 2 milhões em promissórias com um dos acusados da morte de casal na PB

Casal morto depois de festa de casamento em Campina Grande (Foto: Reprodução / TV Paraíba)
Casal morto depois de festa de casamento em
Campina Grande (Foto: Reprodução / TV Paraíba)
A polícia apreendeu R$ 2 milhões em notas promissórias com um dos suspeitos de ser mandante no assassinato do casal Washington Luiz e Lúcia Santana, em Campina Grande, revelou nesta quinta-feira (19) o delegado regional Marcos Paulo Vilela. O crime aconteceu no dia 29 de março e seis suspeitos foram detidos na operação Iscariotes, realizada na terça-feira (17). 
O crime aconteceu em frente a uma casa de festas da cidade. Washington Luiz, de 51 anos, e sua mulher, Lúcia Santana, de 42 anos, eram padrinhos no casamento de seu sócio, Nelsivan Marques, e foram abordados pelo assassino por volta das 21h30, quando saíam da festa e se aproximavam do carro.
De acordo com o delegado, a suspeita da prática ilegal de agiotagem é um dos desdobramentos da investigação sobre o duplo homicídio. Os policiais civis encontraram também no apartamento do suspeito três notas promissórias em nome de Nelsivan Marques, o outro suspeito da autoria intelectual no assassinato do casal.
“Tínhamos dois mandados, um de busca e apreensão para encontrar provas que ajudassem na investigação e o mandado de prisão. Durante o cumprimento, no apartamento do suspeito, encontramos, além de outros documentos, esses R$ 2 milhões em notas promissórias. Já tínhamos informação de que ele emprestava dinheiro ilegalmente, visto que ele não é instituição financeira. Achamos também duas notas de cerca de R$ 40 mil e R$ 20 mil no nome de Nelsivan e uma terceira em valor menor”, declarou o delegado Marcos Paulo.
Segundo a delegada de homicídios Tatiana Matos, o suspeito de agiotagem negou envolvimento no crime. Já o empresário Nelsivan Marques, permaneceu calado durante todo o depoimento. Para o advogado Alessandro Magno, não há provas contra seu cliente. “Tudo é circunstancial, não tem nada envolvendo ele, nenhuma prova concreta”, alegou.
A polícia acredita que a motivação do suspeito de agiotagem é a cobrança de uma dívida de R$ 81 mil, de um carro adquirido por Washington Luiz e não pago. Quatro dos seis presos confessaram envolvimento no assassinato. 
G1PB

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