domingo, 5 de julho de 2015

Criminosos desbloqueiam e vendem celulares roubados na rua no RS.



Não é novidade existir bandidos que realizam a mudança de números de IMEIs, da mesma forma que modificam os chassis de veículos. O que acontece é que utilizando de programas de computadores eles geram um novo número que é inserido no aparelho, desta forma as operadoras "pensam" que é um novo aparelho liberado pela ANATEL e com isto esse aparelho volta a funcionar normalmente. Em toda cidade possui os responsáveis por desbloqueios ilegais, a exemplo do centro de Campina Grande que possui lojistas que desbloqueiam tanto celulares como Vídeo Games de última geração.
A moda agora é a venda dos celulares roubados em grupos nas redes sociais de compra, venda e Troca, o mais popular é o que já leva o nome da feira mais conhecida da Paraíba, "Feira da Prata", no grupo é constante internautas exibirem celulares caros sendo vendidos por preços irrisórios ou sendo trocados por celulares de modelos mais modesto mas legalizados. 

Leiam abaixo a matéria do Jornal Nacional, sobre estes crimes no Sul do País.

O Jornal Nacional flagrou um crime no centro de Porto Alegre, mas poderia ser em qualquer outra metrópole brasileira.
Telefone celular é oferecido na calçada mesmo. Os aparelhos ficam expostos em caixas de papelão.  A polícia diz que eles são roubados ou furtados de lojas e de pedestres. Só no Centro de Porto Alegre, foram quase mil casos de roubo e furto de celular neste ano.


“Normalmente eles roubam aqui e vendem ali”, lamenta um homem.

Com uma câmera escondida, o repórter Giovani Grizotti mostra como essa rede criminosa conseguem até mesmo desbloquear os aparelhos.

Por cerca de R$ 100 os criminosos prometem desbloquear o número do IMEI. Todo o celular tem esse código. É como se fosse o chassi de um veículo. Com este número, a operadora pode bloquear o celular. Mas com programas de computador, os bandidos dizem que conseguem liberar o telefone para uso novamente

As operadoras de telefonia recomendam o bloqueio, mas admitem que a fraude acontece


“Esta adulteração é feita de tal forma que se confunde com o número real, ele é para nós um número real. Eh importante que se coíba este procedimento absolutamente ilegal e criminoso que é feito”, explica o presidente do Sindicato das Telefônicas, Eduardo Levy.

Quem compra e vende celular roubado ou altera número de IMEI comete crime de receptação - com penas que podem chegar a oito anos. Para a polícia, o bloqueio do IMEI ainda é a melhor forma de impedir que os criminosos usem o aparelho.

É bom lembrar que, sem esse número, a gente não consegue bloquear o telefone. Por isso, muito pessoas costumam guardar o código em casa, arquivam no computador ou numa agenda, para na hora que precisar ter sempre à mão. O IMEI também vem registrado na nota fiscal. E até na tela do telefone celular é possível ver esse código. Basta digitar a combinação: *#06#.

Para a polícia esse comércio ilegal só existe porque tem gente que compra mesmo sem saber a procedência.
“Se ela compra um aparelho que na loja vale R$ 2 mil e ela paga R$ 300, ela já tem que saber que esse telefone tem algum problema, ninguém está vendendo um aparelho de valor alto por um valor tão baixo”, alerta a delegada Carmem Régio.

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