domingo, 26 de junho de 2016

O prefeito da cidade de Areia-PB João Gomes Pereira, postou uma nota em sua rede social que entristeceu toda da cidade e região.


Na nota o prefeito explica que o São João da cidade não foi por uma decisão Judicial que dizia que não era possível a realização do evento por falta de efetivo policial.

A notícia abalou todas da cidade e região, pois as festividades são tradicionais e atrai muitos turistas.

Baixo efetivo policial:

Segundo relatório de Auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), “em 2008, (a Paraíba) tinha 1 policial militar para 370 habitantes; em 2009, a proporção era de 1 para 385; em 2010, de 1 para 404; 2012, 1 policial para cada grupo de 407 habitantes; em 2013, de 1 para cada grupo de 422 habitante. No exercício sob exame (2014), a relação passou a ser de um (01) policial militar para cada grupo de 427 habitantes (população estimada de 3.943.885 – IBGE)”.

A relação habitante x policial na Paraíba piora muito se considerarmos ainda dois fatores. Primeiro, a PM contaria hoje com metade do número de homens e mulheres que precisaria para atender ao disposto na Lei Complementar Estadual nº 87/2008. Nos termos dessa
legislação, o Estado deveria ter 17.935 policiais militares na ativa, mas só dispõe de 9.342 (dados do Sagres do TCE sobre o efetivo da corporação em dezembro de 2015). Com um agravante, que vem a ser o segundo e mais inquietante fator: cerca de um terço dos PMs da ativa, ou seja, cerca de 3 mil homens e mulheres, trabalha em atividades burocráticas, protegendo autoridades ou repartições-sedes dos principais poderes e instituições autônomas (Ministério Público e TCE, principalmente).

A população dispõe, na verdade, de apenas 6.200 PMs na área operacional, ou seja, fazendo patrulhamento ostensivo, muito pouco preventivo e, mesmo assim, concentrados nas maiores cidades ou regiões metropolitanas do Estado. Detalhe: do total, pouco mais de 2 mil PMs podem ser encontrados nas ruas diariamente, porque a cada turno de 24 horas a maioria dos soldados e cabos mobilizados para o serviço deve descansar pelo menos 48 horas. Tal ‘privilégio’ parece inacessível, contudo, a quem trabalha fora do ‘eixo’ Capital-Campina. Estima-se que 90% das cidades com menos de 10 mil habitantes dispõem de dois ou três policiais militares para proteger seus moradores. Diante disso, mais do que explicado está plenamente justificado porque a bandidagem age tão à vontade no interior paraibano.

Jornal da Paraíba

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