Coronavírus: Maior produtora de luvas de uso médico no mundo tem dificuldades para abastecimento global

KUALA LUMPUR — Com a pandemia do novo coronavírus, a demanda por luvas de borracha descartáveis aumentou substancialmente e ainda subirá nos países afetados pela Covid-19. As medidas de isolamento impostas à Malásia, onde três de cada cinco luvas no mundo são produzidas, por outro lado, alteraram a cadeia de suprimentos e ameaçam o abastecimento os hospitais de todo o mundo.


A maior fabricante mundial de luvas médicas, a Top Glove Corp Bhd, tem capacidade para fabricar 200 milhões por dia, mas o fechamento de um fornecedor a deixou com um estoque de apenas duas semanas de caixas próprias para o transporte e abastecimento.



— Não podemos levar nossas luvas para hospitais sem o papelão — disse o presidente executivo, Lim Wee Chai. — Os hospitais precisam de nossas luvas. Não podemos apenas fornecer 50% de sua exigência.


A indústria também enfrenta restrições. Os fabricantes de luvas estão autorizados a operar desde que com metade de sua equipe e que cumpram rigorosas condições de segurança sanitária. Mas alguns fornecedores não estão autorizados a trabalhar, o que tem impactos na cadeia de produção. A Associação de Fabricantes de Luvas de Borracha da Malásia (Margma) disse que tem pressionado constantemente o governo para que essa situação seja revista para minimizar os riscos à luta global contra o vírus.

A Margma está considerando o racionamento devido à "demanda extremamente alta" e a falta de equipamentos para transportar as luvas, disse seu presidente Denis Low.


— Não há nada para guardá-las — disse.

Em circunstâncias normais, a Top Glove pode atender a menos de 40% de suas próprias necessidades de embalagem. Quanto ao restante, apenas 23% dos fornecedores obtiveram aprovação para operar com meia força de trabalho.

—  Estamos fazendo lobby quase a cada hora, estamos enviando muitas cartas ao governo — disse Low. — Estamos fazendo lobby forte para os fornecedores de produtos químicos e queremos garantir que as impressoras também recebam aprovação e quaisquer outros serviços de suporte, inclusive transporte.

Em um comunicado, a Margma disse que, como estavam tendo que contar com metade de sua equipe para trabalhar horas extras durante o bloqueio para conter o vírus, os custos aumentariam em até 30% e que os compradores concordaram em suportar isso.

O Ministério do Comércio e Indústria Internacional da Malásia declarou nesta terça-feira que recebeu um grande número de solicitações para operar com o bloqueio e que está buscando cooperação das indústrias para dar lugar àqueles que produzem bens essenciais como luvas.

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